segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Tempero Mineiro
Ingredientes:
- 200 gramas de alho;
- 1/2 kg de cebola;
- 1 molho de cebolinha verde;
- 2 pimentões verdes;
- 2 kg de sal;
- 1 molho de salsa.
- Picar a cebola, o alho, os pimentões, cebolinha e salsa.
- Bater no liquidificador.
- Engrossar com o sal.
Fonte: http://www.receitastipicas.com/
Foto: Flavia Kitty
Abóbora Recheada com Carne de Sol
Ingredientes:
- 2 colheres de requeijão cremoso
- 2 colheres de leite de coco
- 100 gramas de carne de sol desfiada
- 1 abóbora de 100 gramas
Abóbora
- Cozinhar a abóbora na água com sal por cerca de 15 minutos.
- Desfiar a carne de sol.
- Depois da abóbora cozida, cortar a tampa e retirar as sementes.
Recheio:
Misturar a carne de sol, o requeijão, leite de coco e algumas folhas de manjericão.
- Acomodar a mistura dentro da abóbora.
- Levar ao forno por mais ou menos 7 minutos.
- Depois colocar no prato decorado com o repolho roxo e o tomate cereja manjericão.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Feijão Tropeiro
Feito e tomado o café-de-tropeiro, chega a hora do almoço. O que o tropeiro vai comer? O mais brasileiro dos pratos: feijão.
Desde o período colonial, o transporte das mais diversas mercadorias era feito por tropas a cavalo ou em lombos de burros. Os homens que guiavam esses animais eram chamados de tropeiros. Até a metade do século XX, eles cortaram ainda boa parte do estado de São Paulo, conduzindo gado. O feijão misturado a farinha de mandioca, torresmo, lingüiça, ovos, alho, cebola e temperos, tornou-se um prato básico do cardápio desses homens. Daí a origem do nome feijão tropeiro, numa referência direta aos integrantes do movimento tropeirista paulista.
Receita Típica
Ingredientes:
- 500 g de feijão carioca ou roxinho
- 200 g de farinha de mandioca
- 200 g de toucinho de porco ou bacon
- 1 concha de gordura de porco
- 1 colher de sal de alho
- 1 cebola média em cubinhos
- 5 ovos
- Cheiro verde a gosto
- Pimenta e tempero a gosto
- Cozinhe o feijão ao dente de modo que ele não fique desmanchando, (o tempo vai depender da qualidade do feijão) e reserve.
- Peneirar para escorrer.
- Numa panela, colocar duas colheres de sopa de gordura ou óleo e fritar ligeiramente o toucinho até que vire torresmo, separe e reserve.
- Em outra panela frite o bacon, reserve.
- Na mesma gordura doure as cebolas e o alho, e assim que estiver dourados, reserve.
- No restante do óleo, frite os ovos, mexendo rapidamente, os ovos previamente fritos e cortados em pedaços médios
- Acrescente o bacon, a cebola, alho e os ovos ao feijão para que fique bem refogado.
- Acrescente o sal e aos poucos vá adicionando a farinha.
- Em seguida acrescente o cheiro verde.
- Finalmente coloque o torresmo e disponha toda mistura em uma travessa.
- Utilize os ovos cozidos fatiados com cheiro verde para enfeitar
- Um dos acompanhamentos mais tradicionais é a couve finamente fatiada e refogada.
- Experimente harmonizar essa iguaria com um bom vinho tinto seco.
sábado, 18 de junho de 2011
Canjiquinha com costelinha
Ingredientes
- 2 1/2 xícaras de canjiquinha
- 4 xícaras de água
- 1 colher (sopa) de óleo
- 4 dentes de alho picados
- 11 costelas de porco defumadas
- 8 costelas de porco frescas
- Sal a gosto
Preparo
- Deixe a canjiquinha de molho na água por 1 hora.
- Escorra e reserve. Com o óleo, frite 2 dentes de alho e junte as costelas.
- Quando estiverem douradas e macias, apague o fogo.
- À parte, cozinhe a canjiquinha em 2 litros de água e sal a gosto.
- Mexa até engrossar e soltar do fundo.
- Reserve.
- Em outra panela, coloque quatro colheres de sopa da gordura das costelas, frite o resto do alho e junte a canjiquinha.
- Mexa e adicione as costelas.
Foto: http://www.mundodorodeio.com/receitas/junho-2010.html
Frango com quiabo
Ingredientes
- 1 xícara (chá) de tempero mineiro
- 2 quilos de frango cortado em pedaços
- 3 cebolas grandes picadas
- 1 quilo de quiabo cortado em rodelinhas
Preparo
- Numa panela, frite o frango em óleo bem quente até dourar.
- Acrescente a cebola e o tempero mineiro.
- Em outra panela, frite o quiabo e escorra.
- Quando o frango estiver cozido, junte o quiabo e deixe apurar mais um pouco.
Foto: http://nanquin.blogspot.com/2011/01/frango-com-quiabo.html
Tutu de feijão
Ingredientes
- 1/2 xícara de farinha de mandioca torrada
- 1/2 colher (chá) de açúcar
- 4 colheres (sopa) de óleo
- 500 gramas de feijão roxinho
- 2 dentes de alho picados
- Sal e pimenta-do-reino a gosto
Preparo
- Coloque o feijão numa panela com água (cerca de 3 centímetros acima do feijão).
- Leve ao fogo, tampe e cozinhe em fogo baixo até os grãos ficarem bem macios.
- Escorra e amasse com um socador.
- Aqueça o óleo, frite o a]ho e junte o açúcar.
- Quando o açúcar começar a dourar, adicione a pimenta-do-reino.
- Junte o feijão à mistura e acrescente a farinha de mandioca.
- Mexa com uma colher de pau até soltar do fundo da panela.
- Tempere com sal a gosto.
- Se quiser, enfeite com lingüiça frita e ovos cozidos picados.
Foto: http://www.brasilalacarta.com/galery_gastronomia.php
Costelinha com ora-pro-nóbis
Ingredientes:
- 1 quilo de costelinha de porco picada
- 2 1/2 litros de água
- 1 colher das de mesa de gordura
- 1 colher das de mesa de sal com alho
- 1 cebola média, ralada
- 1 colher das de sobremesa de urucum
- 1 folha de louro
- 1/2 cálice de cachaça
- 1/2 cálice de limão
- Ora-pro-nóbis picado a gosto
- Cheiro-verde a gosto
- Pimenta a gosto
Modo de Preparo:
- Lavar as costelinhas, colocar em uma panela, cobrir com água, juntar a cachaça e o limão; levar ao fogo para uma leve fervura.
- Escorrer e reservar.
- Levar ao fogo uma panela; aquecer a gordura e juntar as costelinhas para fritar levemente.
- Retirar o excesso de gordura que ser formar, acrescentar o sal com alho, a cebola e por último o urucum.
- Deixar pegar cor, pingar água, juntar a folha de louro e tampar.
- Deixar cozinhar e ir pingando mais água, até a carne amaciar bem e formar um caldo suculento.
- Acertar o tempero e retirar do fogo.
- Lavar e escorrer o ora-pro-nóbis, picar e cobrir as costelinhas.
- Não mexer.
- Servir com angu e arroz com alho.
Foto: http://www.click21.mypage.com.br/
Ora-pro-nobis
Detalhe da flor
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Caryophyllales
Família: Cactaceae
Género: Pereskia
Género: Pereskia
Espécie: P. aculeata
Nome binomial: Pereskia aculeata
Detalhe do fruto.
Ora-pro-nobis (Pereskia aculeata), do latim "rogai por nós", é uma cactácea, um cacto trepadeira, com folhas. Tem grandes espinhos e pode ser usada em cercas-vivas, se desenvolvendo bem tanto na sombra como no sol.
A propagação se dá por estacas. Dizem que seu nome foi criado por pessoas que colhiam a planta no quintal de um padre, enquanto ele rezava: Ora pro nobis. O nome científico é uma homenagem ao cientista francês Nicolas Claude Fabri de Pereisc, e o termo aculeata vem do latim e significa espinho, agulha.
É um vegetal rico em ferro, ajuda a curar anemias das mais graves. Usa-se como o orégano, em forma de folha seca e moída. Também usada no preparo da farinha múltipla, complemento nutricional no combate à fome.
Ainda há o emprego para a produção de mel e possui 25,4% de proteínas, sendo por isso conhecido como "carne dos pobres", vitaminas A, B e C bem como, além do ferro, minerais como cálcio e fósforo.
A variedade tem flores brancas, quando é mais adequada para consumo, e suas folhas podem ser ingeridas refogadas ou mesmo cruas, as flores também são comestíveis. A variedade comestível tem miolo alaranjado e folhas pequenas e suculentas.
Serve para alimentação animal, in natura ou na ração.
O ora-pro-nois não pode ser confundido com a grandiflora ou a bleo que têm flores rosa.
Em Minas Gerais
Apesar de ser encontrado em diversos Estados do Brasil e em países como Estados Unidos, México e Panamá, somente em algumas localidades de Minas Gerais atingiu o status de ingrediente culinário, onde é refogado com vários tipos de carnes e é empregado em ensopados.
Na cidade de Sabará, existe o Festival do Ora-pro-nobis, onde é comum utilizar a cactácea para pratos culinários. Em Sabará, também teria surgido a lenda de que nome ora-pro-nobis é uma referência a uma lenda que, em uma época em que pessoas colhiam a planta no quintal da casa de um pároco, ele sempre rezava uma ladainha.
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.
sábado, 11 de junho de 2011
Angu
Angu é um prato típico da culinária brasileira preparado geralmente com fubá (farinha de milho). Nas regiões em que houve influência de imigrantes italianos, o angu passou a ser conhecido como polenta, prato italiano com receita praticamente igual. Além da farinha de milho, o angu pode ser preparado com farinha de mandioca, distinguindo-se assim do angu de fubá ou angu de milho.
O nome angu vem da palavra àgun do idioma africano fon da África Ocidental, onde a palavra se referia a uma papa de inhame sem tempero. No entanto, desde 1498 os portugueses começaram a propagar o milho pela costa africana, começando na bacia do Congo. A palavra angu passou a ser usada no Brasil para papas feitas com farinha de mandioca ou de milho, as quais eram acompanhadas por miúdos de carne de vaca ou de porco. Com o tempo, a palavra angu passou a ser usada apenas para as papas feitas com fubá, enquanto as papas feitas de farinha de mandioca passaram a ser chamadas de pirão.
Na primeira metade do século XIX, o artista e cronista Jean-Baptiste Debret, em Voyage pittoresque et historique au Brésil, descreve a venda do angu de farinha de mandioca:
"O angu, iguaria de consumo generalizado no Brasil, e cujo nome se dá também à farinha de mandioca misturada com água, compõe-se no seu mais alto grau de requinte, de diversos pedaços de carne, coração, bofe, língua, amígdalas e outras partes da cabeça à exceção do miolo, cortados miúdo e aos quais se ajuntam água, banha de porco, azeite dendê, cor de ouro e com gosto de manteiga fresca, quiabos, legume mucilaginoso e ligeiramente ácido, folhas de nabo, pimentão verde ou amarelo, salsa, cebola, louro, salva e tomates; o conjunto é cozido até adquirir a consistência necessária. Ao lado da marmita do cozido, a vendedora coloca sempre uma outra para a farinha de mandioca molhada. A mistura, servida convenientemente, lembra a primeira vista, um prato de arroz, recoberto de um molho marrom dourado de onde emergi pequenos pedaços de carne. Eis a iguaria, aliás suculenta e gostosa, que figura, não raro, à mesa das brasileiras tradicionais de classe abastada que com ela se regalam, embora entre chacotas destinadas a salvar as aparências e o amor próprio".
Esse angu, relatado por Debret, era uma comida de escravos cujos trabalhos e maus-tratos que sofreram foram registrados nas aquarelas do pintor. Saint-Hilaire também descreve esse angu (1816), em Minas Gerais, como uma "espécie de polenta grosseira" como sendo o principal alimento dos escravos.
A venda do angu pode se mostrar de importância ao se saber que o Jornal do Comércio do Rio de Janeiro, em 10 de julho de 1835, estampava o seguinte anúncio: "Participa-se aos que vendem angu, que na rua dos Ourives n. 137, se acha a venda azeite de dendê fresco, em barris, a 1$200 cada medida".
Em Minas Gerais e Rio de Janeiro, o angu preparado apenas com o fubá de milho e água, sem a adição de sal, e com consistência mais firme, é conhecido como "angu mineiro". Quando preparado de forma mais cremosa, para ser misturado com miúdos de vaca e porcos na hora de consumo, é conhecido com "angu à baiana". O preparo dos miúdos de vaca e porcos é bem semelhante ao sarapatel.
Na cidade do Rio de Janeiro, continuando a tradição das vendedoras de angu do século XIX, ficou famoso nas décadas de 1960 a 1980, o Angu do Gomes, uma rede de carrocinhas ambulantes que vendiam apenas o "angu à baiana". Com preços populares, fazia sucesso nas noites e madrugadas da cidade. Havia carrocinhas na Praça Quinze de Novembro junto a Estação das Barcas, na praça do Lido no bairro de Copacabana e em frente ao estádio do Maracanã nos dias de jogo de futebol.
Na Bahia, faz-se outro tipo de angu à bahiana.
Em São Tomé e Príncipe, na costa da África, faz-se o angu de banana.
Levado para a Europa pelos conquistadores da América, o milho acabou se incorporando a diversas culinárias da Europa, principalmente no norte da Itália, onde a polenta não pode faltar em nenhuma mesa. A imigração italiana trouxe para o Brasil a polenta, o fubá cozido na versão mais consistente do que o angu, que pode ser grelhado ou frito em pedaços.
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Foto: http://www.receitasdecomidas.com.br/angu.html
Foto:http://www.asemana.publ.cv/spip.php?article44617&ak=1
Foto: http://www.receitasdecomidas.com.br/angu.html
Foto:http://www.asemana.publ.cv/spip.php?article44617&ak=1
Polenta com Molho
Ingredientes
- 1 litro de água
- 1 xícara (chá) de óleo
- Sal
- 500 gramas de fubá grosso
- Molho de tomate
- Queijo parmesão ralado
Modo de fazer
- Ponha numa panela a água e o óleo, sal, e leve ao fogo, deixe ferver e vá juntando aos poucos, mexendo sempre o fubá com uma colher de pau, para evitar que formação de pelotas.
- Cozinhe em fogo brando durante 1 hora, mexendo de vez em quando, retire do fogo, despeje em uma assadeira, aperte para ligar bem, quando esfriar, corte em fatias, arrume em uma travessa, despeje por cima o molho de tomate e pulverize queijo.
Foto: http://mais.uol.com.br/view/3ri27wiyhzjw/polenta-com-molho
Vaca Atolada
A Vaca atolada é um prato típico da comida caipira, tem como principais ingredientes costela bovina e mandioca, muito popular em Minas Gerais e outras regiões do Brasil.
Tropeiros vale-paraibanos carregavam no embornal carne mergulhada na gordura, o que garantia alimento por um bom tempo, sem deteriorar. Ao longo das trilhas colhiam mandioca, assim podendo misturá-las e cozinhar junto com as carnes, uma comida forte e boa para dias mais frios da serra.
Ao se dirigirem às Minas Gerais, transpondo a Serra da Mantiqueira por terrenos íngremes, frios, irregulares, úmidos e principalmente nos períodos de chuva, o que tornava o solo alagadiço, o gado encalhava e não prosseguia, havia então o momento de remanejamento dos animais, o descanso da tropa e sua alimentação. Assim sendo, foi batizado esse alimento como Vaca Atolada.
No entanto, a receita de Vaca Atolada é tradicionalmente feita com costelas de boi, uma carne que não era aproveitada para compor a comida dos viajantes, e nem servia para fazer o charque ou carne seca. Mas provavelmente é que seja uma comida preparada após o abate do gado, cozinhando as costelas e sua gordura com pedaços de aipim e cebolas.
Ingredientes
- 1 kg de mandioca cascada e picada
- 4 colheres (sopa) de massa de tomate
- 3 cebolas
- Cheiro verde a vontade
- 3 caldo de costela
- 1 kg e meio de costela de boi cozida
- Pimenta a gosto
- Tempero a gosto
Modo de Preparo
- Numa panela contendo água, cozinhar, durante uma hora, a costela com o caldo de carne, o sal e a massa de tomate.
- Reservar.
- Em outra panela, cozinhar a mandioca cortada em cubos.
- Juntar a mandioca e à costela, adicionando a cebola cortada, o cheio-verde e a salsa.
- Deixar ferver bem.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Vaca_Atolada
Leitão à Pururuca
Pururuca é um petisco da comida caipira dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Paraná e consumido em outras regiões do Brasil.
O termo pururuca é de origem tupi e existe referência ao mesmo em o dialeto caipira, de Amadeu Amaral.
A palavra que refere-se a pele de porco que é desidratada e preparada, disso resulta uma pele dura que ao ser frita em óleo se torna num delicioso petisco crocante.
O nome também é utilizado para descrever uma forma de preparo do porco assado, no qual a pele é conservada e depois é parcialmente frita com óleo quente despejado em cima.
Ingredientes
- 1,2 kg de leitão (costela, paleta, pernil)
- 2 colheres (sopa) de sal
- 4 dentes de alho picados
- 1 colher (chá) de pimenta do reino moída
- 1 colher (sopa)de bicarbonato de sódio
- 1 copo (tipo americano) de vinagre de vinho tinto
- Cheiro verde a gosto
- 1 cebola picada
- 10 folhas de louro
- 1 litro de água
- Óleo para fritar (cerca de 4 litros)
Modo de Preparo
- Numa tigela coloque o leitão e tempere com todos os ingredientes, junte a água e deixe marinando por 4 horas em recipiente fechado.
- Após esse período, coloquem em panela os pedaços do leitão e a marinada.
- Cozinhe em fogo médio por + 25 min.
- Retire os pedaços do leitão da panela e coloque na geladeira para esfriar.
- Depois frite os pedaços do leitão numa panela com óleo bem quente (180º) por 3 min.
- Retire do óleo e deixe esfriar novamente.
- Em seguida frite em óleo quente (180º ) até pururucar.
Obs: o bicarbonato ajuda a pururucar melhor
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pururuca
Foto: http://www.superbullbrasil.com.br/
Foto: http://www.superbullbrasil.com.br/
domingo, 8 de maio de 2011
Alecrim
Rosmaninus Officinalis
Alecrim, rosmarinos ou romero como os espanhóis o chamam, é um pequeno arbusto que pode atingir até 1,5 metro de altura. Planta muito conhecida em praticamente todo o mundo, mas é na Europa onde o alecrim é muito utilizado. Para quem já fez o Caminho de Santiago com certeza já ouviu de algum espanhol a receita de banhar os pés com o chá do “romero” para deixá-los mais fortes, resistentes e com a pele mais rústica, isto para suportar melhor as caminhadas de centenas de quilômetros.
O nome de rosmarinus vem provavelmente do latim, que significa “orvalho do mar”.
Na Grécia antiga utilizava-se o alecrim atrás da orelha para curar problemas de memória fraca (até hoje o alecrim é indicado para este problema, e se pensarmos que os óleos essenciais iam se volatilizando e a pessoa ia absorvendo estes óleos, é bem provável que o indivíduo realmente sentisse alguma melhora, pois existiam substâncias químicas sendo absorvidas e atuando na sua fisiologia). Já os romanos, acreditavam que esta planta estava associada com o amor e com a morte, e por isso é que era plantado nas soleiras das portas, hábito que perdurou até a Idade Média. Até mesmo a Igreja Católica incorporou o alecrim em seus rituais, queimando-o em incensários.
Ele cresce de forma nativa e espontânea nos países ao redor do mar Mediterrâneo, local de solos pedregosos e arenosos. É encontrado no sul da Espanha, França, Itália, Grécia, Portugal, nas ilhas Canárias, Açores e Madeira. Também é encontrado no norte da África, sendo mais comum no norte do Líbano, Egito e regiões da Turquia. Atualmente os principais produtores de alecrim são: Itália, Espanha, França, Tunísia e países da antiga Iugoslávia.
O alecrim prefere um clima mais seco, ensolarado e fresco. Não gosta de locais com pouco sol, muita umidade e frio. Estas condições climáticas irão determinar um melhor desenvolvimento e conseqüente-mente uma melhor qualidade do óleo essencial produzido.
O alecrim possui inúmeras aplicações farmacológicas. Possui ação tônica, principalmente em casos de cansaço mental; é estimulante, carminativo, emenagogo, desinfetante, anti-séptico e aromático. É também empregado em queda de cabelo, além de auxiliar a “esconder” cabelos brancos. O óleo essencial diluído pode ser usado em casos de dores reumáticas, musculares e articulares na forma de massagem.
O alecrim é muito usado na culinária européia, principalmente a cozinha italiana e francesa. O odor é forte, fresco e herbáceo. O sabor é picante, marcante e amadeirado. Alecrim vai muito bem à carne de porco, de carneiro e de cabrito. A carne de porco irá ficar mais “leve”, isto provavelmente devido à ação digestiva que esta erva possui. Para evitar que a carne de carneiro fique com um sabor forte recomenda-se retirar toda a gordura da carne. Outro ponto importante é utilizar um bom vinho branco seco para preparar o marinado, tanto do cabrito quanto da carneiro. Uma forma interessante de utilizar o alecrim é pegar um punhado de folhas e ir massageando a carne antes de ser assada.
Esfregue com força para que o óleo essencial possa penetrar na carne. Depois deixe o esfregaço de folhas sobre a carne para assar. É importante que a carne fique marinando nos temperos para poder acentuar os sabores. No peixe também proporciona um sabor refrescante, só que neste caso não precisa esfregar na carne, pois provavelmente irá desestruturá-la.
O alecrim também é muito empregado para aromatizar vinagres e óleos para uso em saladas e refogados. Para preparar o vinagre aromático é só pegar uns 3 raminhos frescos de alecrim e colocar dentro de uma garrafa de um vinagre de boa qualidade. Deixe macerar por uns 15 dias e depois já pode utilizá-lo no tempero de sua salada preferida. Já no preparo do óleo ou azeite é um pouco mais complicado. Existem duas formas diferentes. Na primeira você irá pegar de 3 a 5 raminhos frescos de alecrim e amassar suas folhas em um socador de alho. Coloque as folhas trituradas em maceração no óleo, e deixe por 3 semanas. Já a outra forma, a que dá um melhor resultado, é só verter o óleo aquecido sobre as folhas frescas já dentro de um frasco, e deixar macerar por 2 semanas.
Se o óleo ainda não estiver muito aromático pode-se aquecer um pouco mais em banho maria. Pode-se também preparar manteigas, torradas, e o que mais sua imaginação permitir. Aproveite os aromas intensos do alecrim, só tome cuidado com as dosagens, pois pode ficar com um sabor muito amadeirado e não agradável ao nosso paladar.
Órgãos mais beneficiados pelo Alecrim: o coração e o estômago.
Uso Medicinal
O Alecrim, sob o domínio do Sol, é uma planta que ama o calor e a vida. Ele aquece e estimula o cérebro e o corpo, é ótimo como cardiotônico, estimulante, anti-reumático, resolve rapidamente dores de estômago e asias, restitui a energia dos cansados e estressados por muito esforço mental. Também é bom para tosses, bronquites, e problemas respiratórios.
Usado externamente é bom para limpar feridas, principalmente de diabéticos e pessoas que tem dificuldades de cicatrização.
Os cardíacos podem usá-lo acompanhado de Sete Sangrias e Dente de Leão.
Uso Energético
Nós falamos que o Alecrim é um "costurador do Plexo solar".
Ele restitui rapidamente a energia perdida, dá mais estrutura de trabalho aos que lidam muito com o mental racional, é uma das ervas que ajuda na depressão e estados permanentes de cansaço por problemas emocionais.
Ajuda também muito as crianças com uma estrutura emocional passiva, as que não respondem de forma concreta às agressões da vida. Aumenta a capacidade de aprendizado. É a planta chave da falta de auto-estima.
Atua nos desconfiados, nos que não acreditam em si mesmos, nos que não têm coragem de se lançar em novos projetos. É a erva da coragem.
Uso Culinário
O alecrim deve ser inserido na alimentação dos passivos, tímidos, e nas pessoas que têm um constante desgaste de energia.
Um frango temperado com alecrim e limão é uma dádiva dos deuses.
O alecrim pode ser usado em qualquer molho branco ou vermelho, para massas e lasanhas.
Vinho com Alecrim
Coloque alguns galhinhos de alecrim fresco em um bom Vinho tinto e deixe macerar durante 21 dias bem fechado com parafina na rolha. Guarde em lugar escuro, deitado. Quando passar esse tempo, coe e acrescente mel puro à gosto ( O mel é opcional). Sirva pequenos cálices antes do jantar. Além de ser ótimo para a digestão, ajuda a clarear as idéias para um novo dia de trabalho.
O alecrim fresco, misturado em pequenas quantidades às massas caseiras de pão, dá um gosto saboroso e exótico à massa, e deixa o pão digestivo e energético.
Misture alecrim nas manteigas e patês. O efeito é ótimo.
Conservas de Alecrim para Saladas
Em um vidro de boca estreita, esterilizado, coloque um galhinho de alecrim, um de manjericão, alguns grãos de coentro e um grão de pimenta da Jamaica. Acrescente ¾ do vidro de vinagre de maçãs, água filtrada e sal para completar. Deixe descansar durante 8 dias. Está pronto para temperar qualquer salada. Na hora de servir, acrescente óleo ou azeite.
Outros Usos
O alecrim também pode ser encontrado em Tintura-mãe.
O chá forte de folhas de Alecrim é ótimo para se enxaguar os cabelos. Além de ser cicatrizante, dá brilho de novo aos cabelos, e deixa-os muito mais escuros e com brilho.
Compressas com chá forte de alecrim são ótimas para celulite.
Essas compressas também melhoram muito as dores de estômago.
O escalda pés de Alecrim tira todas as energias negativas acumuladas durante o dia. O Alecrim combate os invejosos!
Fonte: www.jperegrino.com.br
Fonte: www.aleph.com.br
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