segunda-feira, 23 de agosto de 2010

História do Feijão tropeiro

O feijão-tropeiro é um prato típico da culinária caipira de Minas Gerais.

Desde o período colonial, o transporte das mais diversas mercadorias era feito por tropas a cavalo ou em lombos de burros. Os homens que guiavam esses animais eram chamados de tropeiros. Até a metade do século XX, eles cortaram ainda boa parte do estado de São paulo, conduzindo gado. O feijão misturado a farinha de mandioca, torresmo, lingüiça, ovos, alho, cebola e temperos, tornou-se um prato básico do cardápio desses homens. Daí a origem do nome feijão tropeiro, numa referência direta aos integrantes do movimento tropeirista paulista.

Feijão de Tropeiro

Feito e tomado o café-de-tropeiro, chega a hora do almoço. O que o tropeiro vai comer? O mais brasileiro dos pratos: feijão.

Receita Típica

Ingredientes:
  • 500 g de feijão carioca ou roxinho
  • 200 g de farinha de mandioca
  • 200 g de toucinho de porco ou bacon
  • 1 concha de gordura de porco
  • 1 colher de sal de alho
  • 1 cebola média em cubinhos
  • 5 ovos
  • Cheiro verde a gosto
  • Pimenta e tempero a gosto
Modo de preparo:
  1. Cozinhe o feijão, retirando do fogo antes que o grão se desmanche.
  2. Peneirar para escorrer.
  3. Numa panela, colocar duas colheres de sopa de gordura ou óleo e fritar ligeiramente o toucinho; acrescentar o tempero e dourar junte a cebola (roxa, de preferência), mexendo sempre.
  4. Reservar.
  5. No restante do óleo, frite os ovos, mexendo rapidamente.
Origem: Wikipédia

domingo, 22 de agosto de 2010

História da Vaca Atolada

A Vaca atolada é um prato típico da comida caipira, tem como principais ingredientes costela bovina e mandioca, muito popular em Minas Gerais e outras regiões do Brasil.

Tropeiros valeparaibanos carregavam no embornal carne mergulhada na gordura, o que garantia alimento por um bom tempo, sem deteriorar. Ao longo das trilhas colhiam mandioca, assim podendo misturá-las e cozinhar junto com as carnes, uma comida forte e boa para dias mais frios da serra.

Ao se dirigirem às Minas Gerais, transpondo a Serra da Mantiqueira por terrenos íngremes, frios, irregulares, úmidos e principalmente nos períodos de chuva, o que tornava o solo alagadiço, o gado encalhava e não prosseguia, havia então o momento de remanejamento dos animais, o descanso da tropa e sua alimentação. Assim sendo, foi batizado esse alimento como Vaca Atolada.

No entanto, a receita de Vaca Atolada é tradicionalemte feita com costelas de boi, uma carne que não era aproveitada para compor a comida dos viajantes, e nem servia para fazer o charque ou carne seca. Mas provavelmente é que seja uma comida preparada após o abate do gado, cozinhando as costelas e sua gordura com pedaços de aipim e cebolas.

Ingredientes;
  • 1,5 kg de costela bovina
  • 1/2 kg de aipim (prefira o tipo mais amarelo, que cozinha melhor)
  • 1 cebola grande cortada em rodelas
  • 1 dente de alho picado
  • 2 tomates bem vermelhos picados
  • 1 dose de cachaça, vodka ou vinho tinto seco
  • Sal a gosto
  • Pimenta do reino moída a gosto
  • Óleo ou azeite a gosto
  • Água

Modo de preparo:
  1. Corte a carne em pedaços grandes e tempere com sal e pimenta do reino moída.
  2. Em uma panela de ferro grande, bem quente, frite os pedaços até dourarem por fora, em todos os lados.
  3. Acrescente a cebola e o alho e deixe fritar até a cebola ficar transparente.
  4. Vá mexendo para não queimar (lembre-se, tudo em fogo alto).
  5. Junte o tomate, refogue.
  6. Enquanto isso, jogue a bebida de sua preferência apenas sobre a carne (ajuda a ficar ainda mais macia e saborosa, não se preocupe porque o álcool evapora).
  7. Em seguida, acrescente o aipim (mandioca) e coloque água até tapar a mistura.
  8. Tampe a panela.
  9. Assim que ferver, baixe o fogo.
  10. Acompanhe o cozimento da mandioca.
  11. Quando estiver bem macia, pode servir.

Leva pelo menos uma hora, dependendo da potência do seu fogão.

Origem: Wikipédia
Foto: blogdahora

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Pimenta de Macaco

Nome popular: pimenta de negro
Nome científico: Xylopia aromática (I am.)
MartFamília botânica: AnnonaceaeOrigem:
Regiões de Cerrado do Brasil

Características da planta:

Árvore até 6 m de altura com casca escura e copa rala. Folhas com pilosidade em ambas as faces, de coloração verde-intensa. Flores brancas, surgindo de setembro a novembro.

Fruto:

Forma irregular, de coloração esverdeada. Polpa avermelhada contendo sementes escuras, quase negras, envoltas por arilo branco. Frutifica de abril a julho.

Cultivo:

Prefere solos arenosos e ricos em matéria orgânica. Possui desenvolvimento lento e sua propagação é feita por sementes.

A pimenta de macaco, também conhecida como pimenta de negro, faz parte da família das Anonáceas, sendo parente, portanto, dos araticuns, da pinha, do biribá, da graviola e da pindaíba.

Ocorre, espontânea e basicamente, na região dos Cerrados e dos Campos Cerrados do meio do Brasil. Apesar de apresentar uma distribuição ampla que abrange os Estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e parte de São Paulo, a pimenta de macaco tem uma ocorrência bastante irregular e descontínua.

A árvore da pimenta de macaco tem pequeno porte,  para Harri Lorenzi, tem características bastante ornamentais em virtude da forma incomum de sua copa pouco densa, de galhos compridos e finos.

Seus frutos assemelham-se muito aos frutos de várias outras Xylopias ou pindaíbas brasileiras, em que as partes do fruto se apresentam separadas, conferindo-lhes um aspecto de cacho.

Quando maduros, os frutos da pimenta de macaco abrem-se completamente em duas partes, expondo a polpa fina de cor vermelha e as sementes pretinhas, brilhantes e levemente enrugadas, que ficam ali guardadas. Essa polpa, chamada arilo, é avidamente procurada e consumida por várias espécies de pássaros.

Talvez, além de chamar a atenção desses animais pelo aroma que possui, a cor meio avermelhada e meio rosada da polpa do fruto da pimenta de macaco se destaque da copa de folhas verdes, constituindo-se também em um excelente chamariz.

Este afilo, que envolve as sementes e reveste o fruto, assim como suas próprias sementes, apresentam um leve sabor ardido.

No dicionário de Pio Corrêa, consta que as sementes da pimenta de macaco são aromáticas e condimentares, podendo substituir a pimenta do reino ou pimenta da Índia moída. Dessa forma, costumam servir como tempero nas culinárias regionais brasileiras, oferecendo uma explicação possível para seus nomes populares.

Fonte: seed.pr.gov.br

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Historia da Feijoada Brasileira

A Feijoada Brasileira foi criada pelo desespero de quem não tinha o que comer: Os escravos negros da desumana época colonial brasileira. Os senhores donos de Terras rurais abatiam porcos adultos e utilizavam na casa grande da fazenda somente as partes nobres deste animal que eram os pernis e o lombinho. O restante, focinho e orelha, bucho, tripas, toucinho, costelas, pé, rabo, língua, fígado, coração, espinhaço, traquéia, eram entregues aos pretos escravos para que com eles fizessem as suas refeições. Os quatro últimos produtos, juntamente com o sangue dos suínos eram reservados à preparação do gostoso e procurado “Picadinho de Porco” que é outra história. Os negros salgavam as carnes, defumavam o toucinho em pequenos quartinhos no terreiro da senzala e, junto com as aparas gordas de carnes bovinas e após encher as tripas fazendo-as lingüiças cozinhavam estas carnes dessalgadas com feijão preto, na época em grande produção nos serviços da agricultura. Esse cozido cheirava e muito bem, a centenas e centenas de metros de distância e atraia à humilde senzala os filhos de patrões e os pseudos nobres da comunidade. Estava criada a “Feijoada da Senzala”, o primeiro prato da cozinha brasileira e um dos dez mais importantes do mundo.

A verdadeira feijoada brasileira contém dez tipos de carnes diferentes que são:
  • Charque, 
  • Carne de sol de Segunda, 
  • Lingüiça de porco, 
  • Língua de porco, 
  • Língua de vaca, 
  • Rabinho, focinho-orelha, 
  • Costelinha de porco, 
  • Pé de porco, 
  • Barrigada de porco defumada.
Modo de preparo:

Para se preparar uma feijoada autêntica deve-se por de molho na água de torneira por 8 horas seguidas, as carnes salgadas, que são todas citadas menos a barrigada de porco, o focinho-orelha e a lingüiça de porco que são defumadas. De duas em duas horas se troca totalmente a água das carnes salgada. O feijão preto é posto igualmente de molho por oito horas só que, não se troca a água do feijão. Ao final da oito horas o feijão preto surge com algumas pintas branquinhas a flor da água. São impurezas do feijão que devem ser retiradas cuidadosamente com a concha pequena.

Não se ferventa carnes salgadas para preparar a verdadeira feijoada brasileira.
  1. Ao termino de oito horas coloca-se a cozinhar as carnes dessalgadas.
  2. O feijão preto com a própria água.
  3. O louro.
  4. Uma dose de cachaça para cada dez porções. 
  5. Tampa-se a panela do cozimento. 
  6. Quando levantar fervura acrescentar os defumados e baixar o fogo, 
  7. Trabalhando então com a panela destampada. 
  8. Quando as carnes mais frágeis começarem a cozinhar bem devemos retirá-las com uma espumadeira a fim de que as mesmas não se quebrem. 
  9. Quando todas as carnes forem retiradas do cozimento, devemos fazer um refogado forte, a base de pouco óleo de soja bastante cebola, pimentão, alho e coentro picadinhos polvilhados com pimenta do reino moída na hora. 
  10. Jogamos este refogado dentro do feijão fervendo, e voltamos as carnes agora já cortadas para dentro da panela onde está o feijão preto. 
  11. O cálculo para as carnes da feijoada é de 0,1 kg por pessoa, tendo em vista que carnes como pé, costelinha, rabinho dão uma quebra de mais de 70% e as pessoas nem sempre comem todas as carnes da feijoada. 
  12. O cálculo para o feijão preto é de 200 g por pessoa e o do arroz é de 100 g. 
Acompanham a nossa maravilhosa feijoada as seguintes guarnições:
  • Arroz branco, 
  • Couve refogada com torresminhos, 
  • Caldinho da feijoada, 
  • Molho da feijoada, 
  • Farinha de mandioca branca, 
  • Farinha de mandioca torrada, 
  • Laranja picada, 
  • Torresminhos bem fritos,
  • Pimenta malagueta separada.
Este prato deve ser servido quentíssimo em panelas de barro. Nada que é nobre como bistequinha de porco, lombinho de porco, se enquadra dentro da feitura de nossa humilde feijoada. Ela é um prato preparado essencialmente com produtos de aproveitamentos.

Maitre Heleno Araújo

Feijoada mais light

Modo de fazer

Prepare o feijão: 
  1. Cate o feijão para retirar pedaços de cascas, pedrinhas e outras sujeiras. 
  2. Depois lave bem numa peneira e ponha de molho a noite toda numa tigela com água o suficiente para cobrir o feijão e passar mais uns 3 dedos.
  3. No dia seguinte quando fôr cozinhá-lo, acrescente mais água se achar necessário. 
  4. A água deve cobrir o feijão, as carnes e ainda sobrar uns 2 dedos.
Prepare as carnes: 
  1. Para as linguiças, basta apenas cortá-las em rodelas de +/- 1 a 2cm. 
  2. No caso do paio, retire antes a casca se estiver grossa. 
  3. Quanto às carnes, é bom diminuir ao máximo a quantidade de gordura, limpando-as sobre uma tábua com uma faca afiada. 
  4. Retire toda a gordura que conseguir, pois ao cozinhar a gordura se desmancha deixando a feijoada muito gordurosa.
DICA: A carne seca costuma ter muito sal, portanto é preciso ter cuidado com os temperos. Se preferir, pode dar uma fervida nela antes e jogar a água fora, retirando, assim, o excesso de sal.

Cozinhe o feijão c/ as carnes: O feijão pode ser cozido em panela de pressão, ou numa panela grande comum.

Panela de pressão:
  1. Divida a quantidade em 3 ou 4 partes, dependendo do tamanho da panela. 
  2. Ponha uma parte do feijão, uma parte da carnes (menos a costelinha) e linguiças, uma folha de louro e acrescente água se fôr necessário. 
  3. Tampe a panela, segundo as instruções do fabricante, e cozinhe tudo por 20 minutos desde o começo. 
  4. Comece com fogo alto, e no meio do cozimento, quando a panela começar a fazer barulho, abaixe o fogo. 
  5. Quando estiver pronto, retire a panela do fogo, ponha na pia embaixo da torneira e deixe correr um fio de água fria sobre a tampa. 
  6. Quando a panela esfriar um pouco e perder a pressão, abra-a com cuidado e vire o feijão cozido com as carnes numa panela maior. 
  7. Repita essa operação até terminar de cozinhar todo o feijão com as carnes. 
  8. Na panela maior, junte então as costelinhas e deixe cozinhar até que fiquem macias e o caldo do feijão engrosse.
DICA: Nunca encha a panela de pressão acima da metade, pois caso contrário, quando começará a pegar pressão, o caldo começar a sair pelo furo da tampa da panela e dificultará o cozimento.

Panela comum: 
  1. Coloque o feijão, as carnes (inclusive a costelinha), as linguiças e as folhas de louro e deixe cozinhar até que fique tudo macio. 
  2. Vai demorar um pouco mais, mas ficará igualmente saborosa. 
  3. Se achar necessário acrescente mais água para formar um caldo gostoso e encorpado.
Tempere a feijoada: 
  • As carnes irão dar ao feijão um sabor especial e dependendo de seus temperos, pode ser que nem precise adicionar mais sal. 
  • Acrescente a pimenta do reino moída e mexa. 
  • Prove o caldinho e avalie se já está bom de sal ou não. 
  • Caso precise adicione mais sal aos poucos, sempre provando. 
  • O feijão irá dar às carnes uma cor escura por fora, mas mantendo o sabor e acrescentando maciez. 
  • Descasque o alho e pique fininho ou esprema. 
  • Em uma frigideira pequena, doure-o no azeite e jogue sobre o feijão. 
  • Mexa tudo e prove.
DICA: Observe se formou uma camada fina de gordura na superfície. Isso acontece por causa da gordura das carnes que se dissolveram. Com uma escumadeira retire todo o excesso que conseguir para ficar com uma feijoada mais light.


quinta-feira, 3 de junho de 2010

História do fogão de lenha

Fogão Lenha

  Um fogão de lenha, fogão a lenha ou, ainda, fogão caipira, consiste em um utensílio culinário utilizado para preparar alimentos. Esses fogões são muito comuns na culinária caipira dos estados de São Paulo e Minas Gerais. No Rio Grande do Sul e Santa Catarina também são amplamente utilizado, sobretudo nas áreas rurais. Várias receitas são preparadas nesse artefato, variando conforme a cultura local, indo desde o famoso tutu à mineira até a cuca gaúcha.

Tipos de Fogões

Fogão a lenha feito em metal

No Brasil há dois diferentes tipos de fogões de lenha. O primeiro, mais utilizado no sul do país, é montado em metal. Carvão vegetal ou lenha são adicionados na parte de baixo do fogão, aquecendo tanto o forno bem como uma chapa de metal instalada em seu topo, onde são colocadas as panelas.

Fogão a lenha feito em alvenaria

Um segundo tipo de fogão, mais utilizado nos estados de Minas Gerais e interior de São Paulo, é construído em alvenaria. A lenha é colocada diretamente em um tunel sob os bocais do fogão. O ar quente resultante da queima da lenha circula por esse túnel, indo até a base da chaminé, onde normalmente é instalado um forno, feito em aço ou ferro fundido. Após aquecer o forno, a fumaça sobe pela chaminé e é liberada à atmosfera. Algumas pessoas instalam serpentinas de canos de cobre na base desses fogões, o que permite a obtenção de água quente sempre que a lenha estiver queimando.

História

O nome primitivo dado pelos índios Timbiras e Tupi-Guaranis ao fogão a lenha que utilizavam, era Tucuruba. Nesse artefato, fogo era feito em um buraco construído diretamente no chão, protegido por algumas pedras. Sobre essas pedras se assentavam as vasilhas de barro e cerâmica. Com o passar do tempo, esse fogão foi sendo modificado e, pelo sabor singular que deixa no alimento, passou também a ganhar espaço nas cozinhas das casas dos bandeirantes.

Durante o período escravista, eram feitos em grandes tamanhos, para que fosse possível se cozinhar grandes quantidades de comida para abastecer as senzalas. Fogões menores eram destinados a elaboração de assados, pães bolos, pudins e compotas das casas dos senhores.

Com o tempo, esse artefato caiu em desuso, sendo substituído pela praticidade proporcionada pelos fogões e fornos a gás, ficando seu uso mais restrido às áreas rurais. Mesmo assim, pesquisas indicam que mais de 90% das casas situadas nas áreas rurais do estado de Minas Gerais ainda têm esse acessório .

Como Fazer um Fogão de Lenha

O nome primitivo do fogão a lenha utilizado pelos índios da era Tucuruba.Na escravatura , enormes , eles cozinhavam tachos e tachos na senzala.

Tucuruba, Binga não sabe , mas esse era o nome do primitivo fogão de lenha usado pelos índios , principalmente os timbiras e tupi-guaranis. O fogo feito no chão era protegido por pedras. Sobre elas se assentavam as vasilhas de barro. Ao longo da história o fogão foi sendo modificado e passou a ocupar espaço nas cozinhas das casa do ciclo bandeirantista .Enormes, cozinhavam tachos e tachos de comida nas senzala. Menores , serviam para assados , pudins e compotas das casas das sinhás . Uma pesquisa revelou que na zona rural de Minas Gerais 96,9% das cassa usam fogão de lenha . Foi a partir desse dado que a Emater-MG decidiu criar um novo projeto de fogão que não esfumaçasse a cozinha, economizasse lenha e cozinhasse as refeições com mais rapidez. Foi um sucesso. Seguindo o esquema do fogão v aprimorado pela Emater não há perigo de errar.

Veja Abaixo o material Necessário:
  • 500 tijolos
  • Um saco de cimento (50 kg)
  • 118 litros de cal em Pó
  • 200 litros de areia média
  • 85 litros de brita zero
  • 320 litros de terra argilosa
  • 1 forno de chapa (50x35x35cm)
  • Uma chapa de ferro fundido (3 furos, e Tampas Reduções)
  • 6,16 kg de chapa de ferro 16 dobrada
  • 1,50 kg de ferro-Cantoneira 1 ¼ (1m)
  • 450 g de cano galvanizado 3 / 8
  • 15 centímetros de caibro (4x8)
  • 4 m de ripa (1x4)
  • 200 g de prego
  • 10 kg de ferro 3 / 16 (para concreto)
  • 15 centímetros de arame farpado
1 º Passo:

As lajes de concreto, com espessura de 4 cm, devem ser feitas com 8 dias de antecedência. As lajes A e B são com os ferros para concreto , e as C e D com arame farpado. O vazio da laje D será do mesmo tamanho da chapa de ferro. Deixe dentes nas bordas, para a chapa não ficar ressaltada, e folga de 0,5 cm em volta da chapa, para dilatação . Pregue nos cantos pedaços de ripa para que o esquadro não fuja. Prepare o local da construção.
2 º Passo:

Assente os tijolos até a sétima fiada. No respaldo da sétima fiada espalhe argamassa e assente as lajes A e B, com as faces na posição que foram moldadas. Observe o vazio onde ficará a grelha .

3 º Passo:

Disponha os tijolos em cima das lajes . Os tijolos da grelha , em espelho , ficam separados 1,5 cm um do outro. E também nessa fase que se pode assentar a serpentina pra aquecimento de água .

4 º Passo:

Chumbe ferros-cantoneira na parede do fundo da caixa do forno, que colocada como uma gaveta , correndo nas cantoneiras. Deixe 7 cm por baixo do forno. Fornalha: deixe 33 cm para a largura da fornalha, assentado os tijolos das laterais a 16,5 cm de cada lado do eixo longitudinal. Os tijolos são assentados em espelho , formando paredes duplas ( com vazio de 2,5 cm) nas laterais . Para melhorar a armação , assentar tijolos cortados em sentido transversal .Faça revestimento interno para a combustão . Faça inclinação nas laterais internas , estreitando o fundo da fornalha para a largura da grelha.Para a argamassa use 18 litros de terra argilosa e 1,8 litros de cal em pó.

5 º Passo:

Para a chaminé assente os tijolos em espelho , com abertura interna de 15x15 cm . Encha com terra , compactando , até 10 cm abaixo da conexão metálica. Dê acabamento cimentando sobre a terra , e deixe furo para a água de chuva .Conecte a chaminé com a caixa do forno , arrematando na peça metálica com a mesma argamassa do item anterior. Continue a construção por mais 2,8m , e faça um chapéu de proteção contra a chuva.

6 º Passo:

Os gases quentes são mais leves que o ar externo e, ao subir pela chaminé , causam uma depressão no interior do fogão , que suga novo ar pelo cinzeiro , em continua entrada de ar.


http://www.violatropeira.com.br
Origem: Wikipédia, a Enciclopédia Livre.



sexta-feira, 28 de maio de 2010

A História da cozinha mineira

Os tempos são atravessados e contados através da culinária

Para falar de onde vem a comida mineira é preciso voltar um pouco na história do século XVIII para entendermos melhor a variedade culinária do estado.

Foi durante este século que o Brasil viveu o ciclo do ouro com a descoberta das riquezas de Minas Gerais. O ouro e o diamante atraíram milhares de pessoas de todas as partes do país interessadas em ganhar dinheiro com o garimpo. A região na época era pouco explorada e os índios ofereceram resistência aos exploradores. Em pouco tempo as áreas de mineração se tornaram o mais importante centro econômico do Reino Português, o que fez com que as atividades produtivas de outras regiões se integrassem.

As primeiras cidades como Mariana, Ouro Preto, Diamantina, São João Del Rei, Tiradentes e várias outras, surgiram nos locais da mineração. Havia uma quantidade enorme de escravos usada para mão-de-obra. Juízes, militares, funcionários civis, profissionais liberais, comerciantes, artistas e etc. também vieram para Minas e formavam a sociedade. O ouro foi responsável pela integração brasileira.

Os bandeirantes de São Paulo descobriram as riquezas. No Rio de Janeiro estava o porto mais próximo para a saída do ouro e a entrada de mercadorias estrangeiras e escravos vindos da áfrica. Os fazendeiros da região nordeste traziam o gado e também produtos agrícolas. Do norte vieram trabalhadores atrás de riquezas. Do sul do país, os tropeiros gaúchos forneciam carne bovina e mulas para o transporte.

A culinária mineira é o resultado de toda essa mistura de regiões brasileiras, sem nos esquecermos da influência dos estrangeiros que já estavam no país. As receitas vindas de diversas partes do Brasil sofreram mudanças e adaptações. A mistura de ingredientes ou a substituição de um pelo outro foram montando e construindo a culinária do estado.

Os portugueses contribuíram muito para esta mistura de ingredientes. Durante navegações pelos continentes eles levavam e traziam todo tipo de especiarias, alimentos e bebidas. O que veio de fora se incorporou com a variedade de alimentos que já eram utilizados aqui. Frutas tropicais como a goiaba, a jabuticaba e alimentos que tribos indígenas já usavam como a mandioca, o milho, a batata doce e o mel. A culinária mineira é uma mistura da herança cultural de diversos povos que ajudaram a formar o estado.

O mineiro está sempre pronto para tomar um cafezinho, por isso segundo o costume mineiro é necessário fazer cinco refeições por dia. Almoço, jantar e três cafés, que são: da manhã, da tarde e da noite. É claro que o cafezinho preto não é saboreado sozinho ele é acompanhado de pães, broas, bolos, biscoitinhos, docinhos e etc. O café pode ser apreciado também com um pouco de leite, mas os mineiros costumam bebê-lo sozinho a qualquer hora do dia.

O café-da-manhã é simples: café, pão com manteiga ou a broa de fubá. No almoço um arroz com feijão, carne, legumes e verduras. A sobremesa não pode faltar, doce em compota, goiabada com queijo ou doce de leite. Depois vem o café da tarde, na verdade ele é parecido com o da manhã, mas é mais reforçado com bolo, rosca, biscoito e o queijo de minas fresco. O jantar geralmente repete o almoço e para fazer a digestão um licor ou uma cachaça boa vai bem. Antes de dormir mais um gole de café e algumas quitandas.

Pão de queijo com café

A culinária mineira é uma mistura da herança cultural de diversos povos que ajudaram a formar o estado. Com a descoberta das riquezas do ouro e do diamante em Minas, milhares de pessoas de todas as partes do país surgiram em busca de dinheiro. Havia uma quantidade enorme de escravos usada para mão-de-obra, Juízes, militares, funcionários civis, profissionais liberais, comerciantes, artistas e etc. que também vieram para Minas e formavam a sociedade.

Em pouco tempo as áreas de mineração se tornaram o mais importante centro econômico do Reino Português, o que fez com que as atividades produtivas de outras regiões se integrassem.

Assim surgiram as primeiras cidades do estado, como Mariana, Ouro Preto, Diamantina, São João Del Rei, Tiradentes e várias outras que surgiram nestes locais.

Os bandeirantes de São Paulo descobriram as riquezas. No Rio de Janeiro estava o porto mais próximo para a saída do ouro e a entrada de mercadorias estrangeiras e escravos vindos da áfrica. Os fazendeiros da região nordeste traziam o gado e também produtos agrícolas. Do norte vieram trabalhadores atrás de riquezas. Do sul do país, os tropeiros gaúchos forneciam carne bovina e mulas para o transporte. Sem nos esquecermos da influência dos estrangeiros que já estavam no país.

As receitas vindas de diversas partes do Brasil sofreram mudanças e adaptações. A mistura de ingredientes ou a substituição de um pelo outro foram montando e construindo a culinária do estado.

Durante navegações pelos continentes os portugueses levavam e traziam todo tipo de especiarias, alimentos e bebidas. O que veio de fora se incorporou com a variedade de alimentos que já eram utilizados aqui. Frutas tropicais como a goiaba, a jabuticaba e alimentos usados nas tribos indígenas como a mandioca, o milho, a batata doce e o mel.

Culinária de Minas Gerais

Minas Gerais talvez seja o Estado que concentra a maior diversidade de pratos, pois em cada região há uma comida típica diferente, com ingredientes encontrados com fartura no meio rural. Quase todos os pratos da cozinha mineira contam com legumes, frutos ou tubérculos nativos. Há dois pratos que se destacam, oferecidos nas mesas de todas as casas mineiras, principalmente no interior: o Angu, muitas vezes confundido com a Polenta do sul mas que tem sua própria história, e o Feijão tropeiro. Abaixo, receitas de alguns pratos.

Receitas com sal

Bolinho de mandioca

Ingredientes:
4 pessoas:
  • 1/2 kg mandioca;
  • 250 g de batatas;
  • 1colher (chá) de manteiga;
  • 3 ovos;
  • sal,
  • óleo,
  • salsa bem picada.
Modo de preparo:
  1. Descascar a mandioca, cortar em pedaços, cozinhar até se amaciar.
  2. Passar pelo espremedor ou peneira.
  3. Descascar e cozinhar as batatas, passar pelo espremedor.
  4. Misturar com a manteiga e as gemas; temperar com sal.
  5. Se quiser, juntar salsa.
  6. Bater as claras em neve; para fritar, juntar as claras em neve misturando de leve, dando formato com duas colheres.
  7. Fritar em óleo quente abundante e secar sobre papel absorvente.
Mandioca frita

Ingredientes:
  • Meio quilo de mandioca,
  • óleo,
  • sal.
Modo de preparo:
  1. Lavar a mandioca, deixar de molho em água para soltar a casca.
  2. Descascar e cortar em pedaços regulares no comprimento, tirar o talo central, cozinhar em água e sal.
  3. Escorrer e fritar em óleo quente até secos.
  4. Tirar com escumadeira, escorrer em papel absorvente e servir muito quente.
Angu

Nos séculos coloniais, o sal só podia vir de Portugal. No fim do século XIX e início do século XX, o sal era taxado exorbitantemente. Com isso, o fubá de milho passou s ser servido sem o sal, somente com banha de porco, fubá de milho e água. O gosto ficou um pouco desagradável. Insosso ou insonso, como se diz erradamente, muito parecido com o "angu" dados aos porcos. Tal semelhança deu origem ao nome deste prato, nutritivo e saboroso, que serve de acompanhamento a pratos principais.

Bamba de couve, prato roceiro

Ingredientes:
  • 1 litro de caldo de carne magro,
  • 4 folhas de couve rasgadas,
  • 2 colheres (sopa) de fubá,
  • 1 ovo,
  • 250 g. lingüiça frita.
Modo de preparo:
  1. Desmanchar o fubá ligeiramente tostado em pouca água fria e juntar ao caldo, levando a fogo brando.
  2. Juntar a couve e, ao ferver, Juntar o ovo; mexer para talhar.
  3. Cortar a lingüiça em pedacinhos, fritar e juntar.
  4. Outra versão manda refogar a couve separadamente num pouco de toucinho e juntar no final.
Cozido à moda mineira ou panelada de campanha

Ingredientes:
  • duas colheres de sopa de banha,
  • dois pimentões picados.
Carnes:
  • um quilo carne de porco em pedaços,
  • 500 g. carne de vaca,
  • um quilo de lingüiças,
  • três paios.
Legumes, por ordem de cozimento:
  • 500 g. mandioca,
  • 500 g. cenouras,
  • 15 minutos depois 500 g. batatinhas sem casca,
  • 500 g. batatas-doces sem casca;
  • quinze minutos depois seis cebolas, um repolho médio, rasgado, quatro chuchus sem casca, cinco bananas nanicas sem casca e metade de uma abóbora vermelha.
  • Usar ainda uma xícara farinha de mandioca.
Modo de preparo:
  1. Refogar as carnes no panelão com os pimentões, cobrir de água fria e cozinhar.
  2. Tirá-los do caldo, guardando quente.
  3. Pôr os legumes no caldo quente, observando seu tempo de cozedura acima.
  4. Retirá-los e mantê-los quentes.
  5. Tirar um pouco do caldo, juntar com malagueta picada na molheira.
  6. Juntar a farinha ao caldo restante, mexendo até consistência de pirão.
  7. Os legumes que sobrarem são aproveitados na sopa de cozido e as carnes em roupa-velha.
Frango com quiabo
Primeira maneira:

Ingredientes:
6 pessoas.
  • 2 dentes de alho socados,
  • 6 tomates;
  • 1/2 folha de louro,
  • sal,
  • salsa,
  • cebolinha,
  • limão.
Modo de preparo:
  1. Limpar o frango, cortar nas juntas, temperar com sal, limão, alho e pimenta.
  2. Fritar no óleo quente, corando por igual; juntar cebola e louro, fritar mais; juntar os tomates picados, sem pele nem semente, refogar.
  3. Ir juntando água fervente aos poucos, em quantidade necessária para que sobre um bom molho.
  4. Juntar os quiabos picadinhos quando quase pronto, provar e deixar em fogo brando até o molho engrossar; juntar finalmente bastante salsa, cebolinha, ferver dois minutos.
  5. Acompanhar de angu, arroz branco,feijão e pimenta.
Segunda maneira:
Ingredientes.
  • 1 galinha,
  • 1 xícara óleo,
  • temperos: sal, salsa, cebola, alho, cheiros verdes.
  • 1 kg de quiabos.
Modo de Preparo:
  1. Lavar a galinha e cortar pelas juntas.
  2. Fritar em óleo quente os temperos e depois os pedaços de galinha, bem dourados.
  3.  Noutra panela, fritar o quiabo, cortado em rodelinhas; escorrer e juntar à galinha.
  4. Cozinhar um tempo.
  5. servir com angu.
Quibebe
Primeira maneira:

Ingredientes:
  • 1 kg de abóbora vermelha,
  • 1 colher (café) de açúcar,
  • 1/2 xícara caldo de carne,
  • 2 cebolas picadas,
  • 1 molho de cheiro-verde picado,
  • 1 colher (sopa) óleo,
  • pimenta-do-reino.
Modo de preparo:
  1. Partir o miolo da abóbora, cozinha r em pouca água e sal, bater no liqüidificador.
  2. Refogar a polpa nos temperos em óleo quente,
  3. juntar o caldo e o açúcar, engrossar um pouco.
Segunda maneira
(que acompanha muito bem carne seca refogada ou frita e carne de porco):

Ingredientes: 
6 pessoas.
  • Um quilo e 200g de abóbora;
  • 1 1/2 colheres (sopa) de azeite;
  • 1 cebola média,
  • 1 xícara de salsa picada
  • 1/2 de cebolinha picada em rodelas;
  • sal,
  • pimenta-do-reino,
  • 1 colher (café) de açúcar
  • 1/2 tablete de caldo de carne.
Modo de preparo:
  1. Cortar a abóbora em pedaços grandes, com casca.
  2. Pôr numa assadeira, borrifar água para formar vapor ao cozinhar, levando ao forno já quente durante 20 ou 30 minutos.
  3. Espetar com um garfo e se macia, retirar e esfriar um pouco.
  4. Eliminar a casca.
  5. Picar em pedaços menores e amassar com garfo ou peneirar.
  6. Deve ficar grosseiro, não fino.
  7. Refogar a cebola em azeite, juntar a abóbora e o caldo dissolvido em meio copo de água, em fogo brando.
  8. Provar e corrigir sal e pimenta.
  9. Quando bem quente, juntar o açúcar e mexer mais.
  10. Tirar do fogo, misturar a salsa e a cebolinha picadas.
  11. Se quiser dar toque mais exótico, nada mineiro, pode juntar um pouco de gengibre ralado.
Requeijão caseiro, com leite

Ingredientes:
  • 250 g de queijo-de-minas fresco;
  • 4 colheres (sopa) de amido de milho;
  • 2 colheres (sopa) de manteiga,
  • 1/2 litro de leite
  • 3 colheres (sopa) de sal.
Modo de preparo:
  1. Liquidificar cinco minutos o queijo picado com o amido de milho, a manteiga, o leite e o sal.
  2. Quando estiver um creme bem homogêneo, transferir para uma panela.
  3. Cozinhar, sem parar de mexer, cinco minutos ou até ferver.
  4. Baixar o fogo e continuar a cozinhar, sem parar de mexer, mais sete minutos. 
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